
Edu Elias, Marcelo Adnet e Paulo Tiefenthaler são caras novas no programa (Foto: Alexandre Loureiro)
Por Thaís Meinicke
Na FUT deste mês de julho, você confere uma matéria com tudo sobre o Rockgol 2011, a maior competição de bandas do país, promovida pela MTV. Dá para conhecer os músicos que jogam este ano, saber quem são os craques e pernas-de-pau do campeonato, e conferir uma entrevista com o jornalista Edu Elias, o apresentador responsável por dar uma cara nova ao programa.
Aqui, no site, um bate-papo com os outros encarregados de fazer do Rockgol 2011 um sucesso: Paulo Tiefenthaler (que você já deve conhecer do programa “Larica Total”), que faz as entrevistas de campo durante os jogos, e o humorista Marcelo Adnet, que narra em seu melhor estilo as partidas do campeonato.
Bate-papo com Marcelo Adnet
Os outros apresentadores do Rockgol eram muito marcantes. Como está sendo para você assumir a narração dos jogos este ano?
Como eu sou fã do Bianchi e do Bonfá, sempre acompanhei os dois, eles são a cara do Rockgol. Eu acho que não teria nada a ver tentar fazer tudo igual a eles, ou parecido, tomar eles como referência. O que a gente fez foi se sentir à vontade. É todo mundo amigo, e a gente ficou muito à vontade para fazer isso. Eu sempre quis narrar jogos de futebol, então é uma oportunidade para realizar este desejo, além de estar sendo muito legal. Estou curtindo muito, acho que vai ficar muito bom, muito engraçado. Claro, diferente do Bonfá e do Bianchi, não dá para comparar. Mas está sendo tudo novo também, no Rio de Janeiro… é uma nova fase.
Nós sabemos que você é um amante de futebol, tem até uma coluna sobre o tema em um jornal. Está sendo muito doloroso para você ver os músicos jogando? Ou tem alguns que jogam direitinho?
Além de alguns jogarem bem de verdade, eles me ajudam muito jogando mal. Eles me ajudam falhando, caindo, isolando a bola, chutando para fora, escorregando. Isso me ajuda muito, porque se fosse todo mundo jogando muito bem, iria dificultar a missão de narrar com algum humor, então, na verdade, facilita.
E os apelidos, você manteve os mesmos ou inventou novos?
Na verdade, os que eu lembrava de ver como espectador do Rockgol, alguns eu acho perfeitos e mantive, outros não. Na verdade, a maioria de novos apelidos surgiu agora. É uma maneira também de identificar os jogadores em campo… Eu vejo e penso: “pô, peraí, o Chinchila Albino é o fulano…”
Tem alguém que rende mais piadas?
Tem umas figuras, tipo o Nasi. Você olha para o Nasi e dá um ímpeto, “meu deus, que demais”. Tem umas figuras que fisicamente são muito engraçadas de se ver lá de cima, na cabine. Como, por exemplo, o Max de Castro, vou confessar, ele é muito engraçado de ver. O Jimmy, do Matanza, é muito icônico, engraçado pra caramba. Ver os meninos do Restart jogando é também muito curioso. O Pe Lanza roubando bola do Toni Garrido e o Toni reclamando de falta foi um lance incrível.
Não dá para imaginar os meninos do Restart, com aquele visual todo colorido, jogando bola. Como eles estão se saindo?
O nível geral é tão razoável, eu diria, que eles estão bem. Eles estão jogando bem, acho que o Pe Lu já jogou futebol quando era adolescente, mas o Pe Lanza não joga mal, não. Mas é engraçado ver eles jogando.
Como está a interação do Rockgol com a comunidade do Morro dos Prazeres?
Eu acho que está super saudável e natural, como a gente esperava que fosse. Porque aqui é a casa deles, e é uma coisa do brasileiro, e até principalmente do brasileiro que é mais humilde, receber muito bem as pessoas, de verdade. Sempre dividem a casa com você. Então aqui é a casa deles e eles dividiram geral, abriram a porta e a gente está em casa, se sentindo em casa, mas sabendo que a casa é deles. E eles vão se dar bem também, porque o campo vai ficar aí, então está todo mundo feliz pra caramba.
Bate-papo com Paulo Tiefenthaler
Como você chegou ao programa?
Eu caí de pára-quedas. Fui convidado e topei, porque adoro me meter em roubada. Pensei: “vamos lá sair da zona de conforto e pegar um assunto que eu não domino pra ver como vai ser.” Agora estou me sentindo mais à vontade, eu cheguei pegando pelas beiradas. Se você for ver as primeiras participações, eu estou muito mais “normal”, vamos dizer assim. Nas últimas que eu comecei a dar uma zoada maior. Como não é um programa meu, não é um troço que eu idealizei, eu ainda estou me adaptando e abrindo um espaço ali dentro para eu entrar e ter um pouco da minha cara também.
Como está sendo a experiência? Com essa nova formação, você é o lado mais humorístico do programa, né?
O Edu tem a formação, depois de trabalhar anos na ESPN Brasil, de jornalismo esportivo onde se trabalha sério com futebol, analisando o futebol profissional. Eu acompanhava algumas coisas do Rockgol, assisti algumas vezes nesses 17 anos do programa, mas futebol nunca foi o meu forte. Então pra mim está sendo uma novidade, uma experiência.
Como está interação com o Edu durante as gravações?
O Edu é uma figura mais séria, a formação dele é nada humorística, nada zoada. E a minha já é uma formação do caos, muito eclética. Fiz várias coisas na minha vida: sou jornalista, sou ator, sou editor, sou diretor, câmera, fiz teatro, trabalhei em televisão, na Manchete, na Globo, no Big Brother como editor, trabalhei como câmera na Globo News, como ator em novela há anos atrás em papéis pequenos, fiz muito teatro no Rio de Janeiro, produzi documentário… Então eu tenho intimidade com essas coisas, mas o Rockgol ainda está sendo uma novidade. E essa experiência ao lado do Edu está sendo bem legal.
Como foi fazer as reportagens de campo na competição?
O campeonato também é uma novidade muito grande para mim, ficar no campo… Eu nunca fiz isso de ficar no campo dando uma de repórter, analisando jogo de futebol, pra mim é muito novo. Durante as partidas, tem uma dupla que fica narrando o jogo: o Adnet, que tem uma veia humorística absurda, um cara que faz piada até quando está dormindo, e o Edu, que faz os comentários. Tem também uma série de convidados dos programas de humor da MTV. Então, ali dentro da cabine, que é a maior parte da narração, já dá um certo clima, e eu no campo tenho as minhas entradas e tento acompanhar um pouco o nível de sacanagem que está rolando entre eles. A gente fica se sacaneando o tempo todo, palavrão rolando solto. Na beira do campo, num jogo profissional, por exemplo, o repórter que está em campo tem informação o tempo todo, informação extra-campo, aqui eu não tenho informação nenhuma! Como não são jogadores profissionais, você não tem informação deles, não tem nada. Eu tenho que ficar na lateral inventando coisas, invento até coisas que não estão acontecendo.
Qual músico rende mais piada durante os jogos?
Não teve um mais zoado até agora. Talvez o D2, a gente pega no pé dele porque é metido a jogar bola e o time dele já está quase fora do campeonato, e ele fica emburrado no final, então é bom de pegar no pé. Tem umas figuras míticas, como o Cléston, do Detonautas. Ele é uma lenda. Dos quinze campeonatos, ele participou de 14 e já foi considerado o melhor atacante, o melhor goleiro, o melhor lateral… É uma figuraça, gente boa pra caramba, então ele é uma figura que as pessoas pegam muito no pé, de forma carismática até. Quando ele aparece, a gente fala “Cléeeeeston”, como se fosse um mascote do Rockgol. É uma figura que o pessoal mexe mais, e vibra.
Algum time é favorito no Rockgol deste ano?
O time do Nasi eu acho que está legal. O do CPM22, que tem o artilheiro da história do Rockgol, o Japinha, também está bom. Mas acho que a defesa deles não é muito boa, o ataque é melhor. O time do Nasi tem o Tico Santa Cruz, que está indo muito bem, tem também o Leo, do Tihuana. E o do Fresno também está muito bom, tem um ataque bom, com o Cannibal, do Devotos do Ódio.














