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Arquivo da Categoria ‘Entrevistas’

Despedida

sexta-feira, 4 de março de 2011

Por Lucas Cappatto

Ronaldo chora ao anunciar a aposentadoria (Foto: Ari Ferreira)

A hora do adeus

Durante os dezoito anos de carreira, Ronaldo foi do céu ao inferno constantemente. Os 471 gols em 630 jogos, dribles geniais e os vários títulos coletivos e individuais,  o transformaram em fenômeno. Os números de gols e títulos aumentavam, e as lesões e quilos também. Em sua última temporada pelo Real Madrid, a briga com a balança começou e durou até a aposentadoria no Corinthians. Pelo clube paulista, o atacante em 2009 estava vivendo uma lua de mel com o bando de loucos, conquistou dois títulos, o que lhe rendeu status de ídolo. No ano seguinte, o Timão completava seu centenário e a responsabilidade do fenômeno aumentou bastante. Apesar de toda badalação, o time do Parque São Jorge não conquistou nem uma taça e Ronaldo sofreu com seguidas lesões. O ano de 2011 começou, e o grande objetivo no Corinthians era a Libertadores (como sempre), pela frente ainda na Pré-Libertadores, o Timão enfrentou o desconhecido Tolima (COL). Após um empate no Pacaembu e uma derrota em território colombiano, acabou precocemente o sonho do título e também a paciência da torcida.

Na cidade de Ibagué, na Colômbia, no Estádio Manuel Toto, dia 2 de Fevereiro, Ronaldo fez sua última partida como jogador profissional. Doze dias depois da traumática eliminação, o eterno camisa 9 em uma entrevista coletiva, no Centro de Treinamento Joaquim Grava anunciava seu adeus do futebol. O companheiro de equipe e um dos melhores amigos, Paulo André, revela fatos que marcaram a trajetória do maior artilheiro em copas no Corinthians.

“Fiquei sabendo que o Ronaldo  iria anunciar a aposentadoria pela televisão. Liguei algumas vezes mas ele não estava atendendo o celular. Momentos antes do anúncio o encontrei no CT e conversamos rapidamente, ele estava muito emocionado.

O projeto dele  era conquistar a Libertadores esse ano e se aposentar no final da temporada, com a saída do Corinthians da competição esse processo acabou sendo antecipado.

Dois momentos do Ronaldo me marcaram aqui no Corinthians. O primeiro foi quando ele ficou um tempo machucado, no Brasileirão do ano passado, e quando retornou ao time, comentou que iria nos carregar nas costas mas infelizmente não conquistamos o título. Outro fato que me marcou, foi que após o jogo contra o Cruzeiro no Pacaembu, também no ano passado, que vencemos por 1 a 0 com um gol do Ronaldo de pênalti, ele afirmou que foi a primeira vez na carreira que sentiu a pressão. Ele falou que pegou a bola e pensou e agora?”

Corinthians

sexta-feira, 4 de março de 2011

Por Lucas Cappatto

Corinthians 3 x 1 Santos – Campeonato Paulista 2009 – Vila Belmiro 26/04/2009

Ronaldo disputou a Libertadores com o Timão (Foto: Reuters)

Após uma passagem apagada pelo Milan e quase ter assinado contrato com o clube de coração, o Flamengo, Ronaldo desembarcou no Parque São Jorge, no dia 12 de Dezembro de 2008, para delírio dos cerca de três mil torcedores que estiveram presentes.

Muito acima do peso (assim como em toda sua passagem pelo Timão) o camisa 9 demorou para estrear, fato que só ocorreu no dia 4 de Março, contra o Itumbiara, pela Copa do Brasil.

A primeira grande alegria que o fenômeno proporcionou para Fiel aconteceu na cidade de Presidente Prudente. O Corinthians enfrentava o rival Palmeiras, pelo Campeonato Paulista, e perdia o jogo por 1 a 0, quando aos 47 minutos do segundo tempo, Ronaldo fez de cabeça o primeiro dos 35 gols com a camisa do time paulista. A comemoração empolgada, junto com os companheiros e a torcida sobrou para o alambrado do Estádio Prudentão, que quebrou. O gol salvou o Timão da derrota, que depois se sagraria campeão paulista invicto de 2009, com Ronaldo brilhando na final contra o Santos.

No mesmo ano, o Corinthians também levantou o título da Copa do Brasil e mais uma vez com Ronaldo sendo protagonista na finalíssima, desta vez contra o Internacional.

Chegou 2010, ano do centenário corintiano. Depois de duas conquistas na temporada anterior, toda a torcida do Corinthians esperava um ano inesquecível. Só que não foi isso que aconteceu. No Paulistão o time comandado por Mano Menezes, não se classificou para a fase final. Já na Libertadores, grande objetivo da temporada, a equipe se classificou em primeiro lugar geral na primeira fase, só que logo nas oitavas de final, foi eliminado pelo Flamengo. Só restava o Brasileirão, para não passar o ano em branco. O time até tentou, mas terminou a competição na quarta colocação. De forma quase desapercebida Ronaldo pouco entrou em campo com a camisa do Corinthians em 2010.

Para a frustrante temporada de 2010 cair logo no esquecimento, o Corinthians mais uma vez tinha a Libertadores pela frente. Ou melhor a Pré-Libertadores. E pela primeira vez na história, um time brasileiro não chegou a fase de grupos da competição. O Corinthians enfrentou e foi eliminado pelo time colombiano do Tolima.

Sofrendo com as leões que o seguiram durante toda a carreira e sem ter conseguido o principal desejo do clube, Ronaldo logo após anunciou que penduraria as chuteiras.

O ex-lateral do Santos Triguinho, relembra o lance e o golaço que Ronaldo fez no jogo de ida da final, do Campeonato Paulista de 2009.

Ele tinha muita qualidade, fiquei chateado de ter tomado aquele drible. O Ronaldo viu o Fábio Costa adiantado e foi muito inteligente, tenho que tirar o chapéu para ele. Nós sabíamos que a qualquer momento ele poderia decidir a partida. Nos poucos jogos que o enfrentei ele sempre foi muito humilde e por isso mereceu tudo que ganhou na carreira. Sou fã do Ronaldo, a gente do futebol fica triste de perder um cara como ele.”

 

Milan

sexta-feira, 4 de março de 2011

Por Lucas CappattoRonaldo comemora seu gol no clássico contra a Inter de Milão (Foto: Reuters)

Terceira lesão no joelho

No início de 2007, Ronaldo voltava para o futebol italiano. O atacante que brilhou na Internazionale, jogaria dessa vez no maior rival, o Milan, último clube pelo qual atuou na Europa. Ao contrário de sua primeira passagem pela Itália onde conquistou títulos coletivos e prêmios individuais, o fenômeno no time rossonero colecionou lesões.

No Milan, Ronaldo teve seu pior desempenho. Disputou apenas vinte partidas, fez somente nove gols e não ganhou um campeonato sequer, fato até então inédito em sua carreira. Também na equipe de Milão, onde ficou pouco mais de um ano, o artilheiro de todas as copas, sofreu a terceira lesão grave no joelho, no dia 13 de fevereiro de 2008. Ronaldo estava no banco de reservas, em uma partida contra o Livorno, válida pelo Campeonato Italiano, quando no segundo tempo, entrou no lugar de Gilardino. Após alguns minutos, o fenômeno caiu no campo, depois de  uma disputa de bola e contundiu gravemente,mais uma vez,  o joelho. Como o contrato se encerrava no fim da temporada, o brasileiro foi desligado do clube. Cafú, companheiro de clube e Seleção, relembra os momentos do fenômeno no Milan.

Ronaldo sofre com a terceira lesão na carreira. (Foto:EFE)

“Eu tive a oportunidade de conviver com o Ronaldo nos gramados por mais ou menos dezesseis anos. Nós jogamos juntos na Seleção e no Milan, onde infelizmente ele teve a terceira contusão séria no joelho. Eu lembro de todas as vezes que o Ronaldo se machucou no clube. Estava em campo, no jogo contra o Livorno, quando ele contundiu o joelho. Foi um momento muito triste. Tive a oportunidade de ir na casa dele depois, dar força, e graças a Deus ele tirou essa lesão de letra.

Apesar das contusões, o Ronaldo vivia brincando nos treinamentos. Logo que ele chegou para jogar pelo Milan, o nosso treinador Carlos Ancelotti, em um treino perguntou se ele sabia o nome do zagueiro que iria marcá-lo no próximo jogo, ele disse que não, mas que não tinha problema. E completou dizendo que ele não sabia o nome, mas com certeza o zagueiro sabia quem ele iria ter de marcar.

A experiência de jogar com o Ronaldo foi incrível. Dentro da área era só colocar a bola no pé dele, que ele sabia o que fazer”

Real Madrid

sexta-feira, 4 de março de 2011

Por Lucas Cappatto

Ronaldo comemora seu gol contra o Atlético de Madrid pelo Camp. Espanhol (Foto: Arquivo)

Era Galática no Real Madrid

 

Ronaldo foi contratado pelo Real Madrid, no dia 31 de Agosto de 2002, data que encerrava a janela de transferências para a temporada 02/03. O atacante permaneceu no clube madrileno até 2007, período em que o time ficou conhecido como galático, devido aos astros que faziam parte do elenco, entre eles Figo, Zidane, Beckham, Roberto Carlos.

No Real, o fenômeno atuou por 163 vezes, fez 114 gols e conquistou duas vezes o Campeonato Espanhol, uma Supercopa da Espanha e também um Mundial de Clubes, onde fez um gol na final contra o Olímpia (PAR) e foi eleito o melhor jogador da partida.

Durante o ano de 2005, os galáticos foram comandados por Vanderlei Luxemburgo, que tinha como seu auxiliar, Paulo Campos. Nas partidas, todos puderam acompanhar a genialidade de Ronaldo. E fora delas, você conhece os bastidores do fenômeno na era galática? Paulo Campos revela algumas curiosidades.

“Eu que trabalhei com o Ronaldo, só tenho a agradecer a Deus. Foi um dos maiores astros que pude conhecer. Ronaldo merece todo carinho e o amor do povo brasileiro. No Real nós vivemos momentos maravilhosos. Quando o Ronaldo se lesionava, ele se dedicava ao máximo. Ficava após os treinos fazendo atividades específicas, como gol a gol de dulpa e eu era o parceiro dele. Jogávamos contra Raúl, Casillas, Pablo García… Nessa minha passagem pelo Real Madrid, tem uma história que eu nunca vou esquecer. Um domingo, estava acontecendo um churrasco na casa do Ronaldo e lá estavam, eu, Beckham, Zidade, Robinho, Luxemburgo e nossas famílias também. O pessoal gostava muito de jogar pôquer, e durante uma partida eu tinha na mão o royal street flash (maior cartada do pôquer), depois dessa, me acharam muito sortudo e “nunca” mais me chamaram” conta Paulo Campos

 

Inter de Milão

sexta-feira, 4 de março de 2011

Por Lucas Cappatto

Com a camisa do time italiano, Ronaldo conquistou novamente o Mundo (Foto: EFE)

Do céu ao inferno

Na Inter de Milão, Ronaldo conheceu o céu e o inferno em um curto espaço de tempo. Formando dupla de ataque com o chileno Zamorano, na temporada 97/98, o atacante brasileiro conquistou pela segunda vez o Prêmio FIFA de melhor jogador do mundo. No entanto também pelo clube italiano, o fenômeno sofreu as duas contusões mais graves de sua carreira.

Por conta das lesões no joelho, o atacante ficou afastado dos gramados por 20 meses. Apesar do tempo inativo, o brasileiro atuou em 90 jogos, fez 69 gols e conquistou a Copa da UEFA.

 

Barcelona

sexta-feira, 4 de março de 2011

Por Lucas Cappatto

Ronaldo ganhou destaque mundial atuando com a camisa do Barça (Foto: EFE)

Ronaldo conquista a Espanha e o Mundo

Assim como aconteceu no PSV, Ronaldo, no Barcelona, também tinha a missão de substituir o baixinho Romário. No futebol espanhol, o centroavante conquistou seu primeiro Prêmio FIFA de melhor jogador do mundo, na temporada 96/97. Com a camisa azul-grená, Ronaldo balançou as redes adversárias 51 vezes em 54 oportunidades.

O título espanhol o fenômeno não conseguiu ganhar, mas ele não deixou o clube de mãos abanando, já que conquistou a Copa do Rei e a Recopa Euripeia. Após conquistar a torcida espanhola com seus gols e arrancadas fenomenais, o eterno camisa 9, foi brilhar na Itália.

 

PSV

sexta-feira, 4 de março de 2011

Por Lucas Cappatto

 

Ronaldo atuando com a camisa do PSV (Foto: AP photo)

Começando na Europa

Após conquistar a Copa do Mundo, nos EUA, em 1994, Ronaldo deixava o Brasil rumo à Holanda.  Com a responsabilidade de substituir Romário, o fenômeno não decepcionou em sua passagem pelo PSV (HOL). Em dois anos, Ronaldo fez 54 gols em 57 jogos e conquistou um título, a Copa da Holanda, em 1996.

 

Cruzeiro

sexta-feira, 4 de março de 2011

Início de um fenômeno (Foto: Arquivo)

Por Lucas Cappatto

Cruzeiro 6 x 0 Bahia – Campeonato Brasileiro de 1993 – Mineirão 11/07/1993  

Com a camisa do Cruzeiro, Ronaldo começou sua carreira profissional e consequentemente a se transformar em fenômeno. O jovem dentuço chegou ao clube mineiro com 16 anos, vindo do São Cristovão (RJ). Logo na primeira partida escalado como titular, diante do Belenenses (POR), em Lisboa, o menino de Bento Ribeiro (bairro  da Zona Norte do RJ) fez o seu primeiro gol. Em 58 jogos disputados, Ronaldo marcou 57 gols e conquistou a Copa do Brasil de 93 e o Campeonato Mineiro de 94 (onde foi artilheiro com 22 gols).

Contra o Bahia, no Mineirão, com pouco mais de 8 mil torcedores, Ronaldinho em um lance de malandragem e genialidade fez o gol mais curioso de sua vitoriosa carreira. O consagrado goleiro uruguaio Rodolfo Rodriguez confessa que bobeou após uma defesa e o artilheiro aproveitou.

“Chutaram a bola, eu agarrei e depois a coloquei no chão para dar uma segurada no jogo, já que estava muito complicado. O Ronaldo tinha ficado atrás de mim, porque devia estar esperando um passe, um cruzamento. Foi muito esperto no lance, roubou a bola e aproveitou a oportunidade. Nenhum goleiro gosta de levar gols, mas já que esse ficou na história tudo bem. Pelo menos não vão esquecer de mim tão facilmente. É sempre bom fazer parte da história de um craque” , conta Rodriguez aos risos.

Entrevista exclusiva com a atacante Cristiane

quarta-feira, 2 de março de 2011
 
 
 
 

Ambas atuaram pela equipe do Santos (Foto: Ueslei Marcelino/AGIF)

Por Thaís Meinicke  

Outro grande nome da seleção feminina, a atacante Cristiane já foi eleita duas vezes a terceira melhor jogadora do mundo pela FIFA, em 2008 e 2009. Rápida e inteligente, é peça-chave no ataque brasileiro, e joga ao lado de Marta há 10 anos. Aqui, ela fala das conquistas no futebol e conta os melhores (e piores) momentos dessa parceria.  

Como começou a jogar bola? Sempre sonhou em ser jogadora?  

Comecei a jogar com 7 anos, mas acho que comecei a pensar em ser jogadora quando tinha uns 12.  

Quando foi a primeira vez que jogou com a Marta?  

Comecei a jogar com a Marta em 2001, eu tinha 15 anos e ela 14. Jogar com ela é fácil, sempre tem uma jogada que a gente faz que dá certo e eu gosto muito.  

Vocês já jogam juntas na Seleção há algum tempo. Qual foi o momento mais feliz dessa parceria? E o mais difícil?  

Já tem 10 anos que jogamos juntas e o momento mais feliz foi a final do Pan-americano do Rio de Janeiro, em 2007, com o Maracanã lotado, 70 mil pessoas. O mais difícil foi no Mundial na China, em 2007, quando perdemos para a Alemanha.  

Como é a rotina na concentração? O que costumam fazer? Rolam muitas brincadeiras entre as meninas?  

Na Seleção sempre tem bagunça, todas puxam as brincadeiras e a Marta sempre participa. Além disso, a rotina não muda muito, é sempre treino, treino e treino (risos). 

 
 
 
 
 

Cristiane a Marta na premiação de 'Melhor do Mundo da FIFA' (Foto: Reuters)

Você e a Marta podem ser consideradas os principais nomes do futebol feminino brasileiro hoje. Como sentem essa responsabilidade?  Fico feliz por ter esse reconhecimento das pessoas, essa responsabilidade é boa. Claro que pesa, por saber que temos sempre que dar o melhor para o futebol feminino ter mais visibilidade. A Marta sabe da importância que temos hoje, por isso ela sempre briga pela melhora. 

 

Apesar de o futebol feminino ter se desenvolvido no Brasil nos últimos anos, vocês ainda têm que jogar fora do país para ter uma estrutura melhor. Qual é a principal diferença entre o futebol feminino dos Estados Unidos e o do Brasil? E como foi a adaptação?   

A adaptação para algumas pessoas é difícil. Para mim não foi fácil, pois tive algumas dificuldades com o estilo de jogo, que é diferente.  

O que falta no Brasil para que ele consiga chegar a este nível?  

O Brasil ainda precisa ser menos preconceituoso com o futebol feminino e acreditar que temos capacidade de mostrar um bom futebol. Os clubes também devem ter mais interesse em investir na modalidade.     

 
 
 
 
 

Cristiane e Marta atuaram com destaque pela Seleção Brasileira (foto: EFE)

Esse ano a Seleção tem competições importantes (Mundial, Pan-Americano…). Como está a preparação? O Mundial é um título que a Seleção Feminina ainda não conquistou, apesar de ter chegado bem perto. Acha que deste ano não passa?  

O Mundial é a competição mais importante que temos e é claro que estamos loucas para começar, mas ainda precisamos melhorar um pouco para chegar bem. Temos que fazer alguns amistosos internacionais, isso ainda falta para a gente. Estamos trabalhando para ser campeãs. Tomara que seja este ano, porque quatro anos para jogar outro Mundial não é fácil (risos).  

 

 

 

Entrevista exclusiva com Denilson

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Por Thaís Meinicke

 

Raio-X

Nome: Denilson Pereira Neves

Nascimento: 16 de fevereiro de 1988

Naturalidade: São Paulo

Altura: 1m80 

Peso: 68kg

Clubes: São Paulo (2005-2006), Arsenal (desde 2006)

Títulos: Copa Libertadores (2005), Mundial de Clubes (2005), Campeonato Sul-Americano Sub-17 (Seleção Brasileira – 2005)

 Seleção Brasileira: 1 jogo, em 2006 (amistoso contra a Suíça)

Em dezembro, falou-se sobre o interesse do Barcelona em te levar para lá. Você está no Arsenal desde 2006 e só tem 22 anos. Não seria uma boa hora de sair?

Confesso que é uma experiência que gostaria de viver. São dois grandes clubes, mas, de fato, estou há muitos anos em Londres, apesar da pouca idade. Depois que o interesse foi divulgado, passei a receber muitas mensagens de torcedores do Barça pelo meu site (www.denilson15.com.br). Eles costumam dizer que sou um jogador ‘escola Barça’, por conta dos toques curtos e com velocidade. Mas, vamos ver…. acho que seria algo legal, sim. Uma nova experiência.

Você já está há cinco anos na Europa e já acumulou várias experiências na Liga Inglesa, Champions etc. Qual o momento mais importante que você viveu em campo?

O momento mais importante foi no jogo contra o Everton na temporada 2009/2010, no qual fiz o primeiro gol da temporada do Arsenal. Eles valorizam muito isso aqui.


No Arsenal você joga com aquele que, talvez ao lado de José Mourinho, hoje seja por muitos considerado como o maior estrategista do futebol. Conta pra gente como é trabalhar, no dia a dia, com Arsene Wenger.

Ele é super humilde no trabalho, é de conversar com todos os jogadores diariamente , procura saber dos problemas pessoais, busca sempre melhorar o grupo. Não é individualista e egoísta. É um treinador que realmente trabalha o coletivo. E claro, além de ser de total confiança do clube, é uma pessoa que entende muito de futebol.

Na Champions, vocês têm pela frente o Barcelona, primeiro em casa, depois no Camp Nou. Como você espera que sejam esses dois jogos? Quais as chances do Arsenal eliminar o Barcelona: 50-50?

São dois gigantes do futebol e com torcidas apaixonadas. Mas pegamos o Barça na temporada passada, também na Champions, e percebemos que não podemos dar nenhum espaço. Nunca tinha visto, até então, o Arsenal ser envolvido dentro do Emirates com tanta facilidade. Mas o nosso time mudou. Hoje adota uma postura defensiva diferente. Concordo com você em dizer que é 50% para cada um. Acho que podemos surpreender…

Você tem se esforçado para encontrar seu lugar no meio-campo. O Wenger parece preferir que Wilshere, Fabregas e Rosicky fiquem mais à frente, então sobraria uma vaga para você ou Alex Song, no meio. É essa sua posição, realmente? Você acha que disputa uma posição com o francês Song?

Eu posso jogar bem nas duas posições, tanto mais recuado quanto mais avançado chegando a frente. Deixo na mão do Wenger. Mas, se pudesse escolher diria que gosto de jogar adiantado.

Você foi capitão das seleções de base do Brasil e depois só foi convocado para um amistoso na seleção principal. Com essa renovação da seleção, tem novas ambições de vestir a amarelinha?

Meu sonho é vestir a camisa da Seleção principal. Estou trabalhando muito para isso. Acredito, e muito, que esta oportunidade chegará. Uma boa campanha do Arsenal facilitaria as coisas. 

Confira no vídeo abaixo alguns lances do volante Denilson com a camisa do Arsenal. Será que ele está merecendo uma vaguinha na seleção do técnico Mano Menezes? Comente!